God of War PS2

 Se você acha que tem problemas para controlar a raiva, é porque ainda não viu o que esse espartano fez por causa de uma dor de cabeça divina.


Em 22 de março de 2005, o PlayStation 2 recebia um dos jogos mais violentos e marcantes da história: God of War.


A trama acompanha Kratos, um guerreiro espartano que levava a vida na base do grito e da ignorância. Em um dia ruim no campo de batalha, ele resolveu fazer um pacto com Ares, o deus da guerra, para não morrer. Ganhou em troca duas lâminas acorrentadas nos braços, mas o contrato veio com uma pegadinha épica: Ares manipulou o careca para destruir a própria família.


Tomado pela culpa e ostentando as cinzas dos parentes coladas na pele, Kratos vira o funcionário do mês dos deuses do Olimpo na esperança de apagar suas memórias traumatizantes.


Quando Atena promete que seus pecados serão perdoados se ele matar Ares, o espartano cruza a Grécia inteira na base da ignorância pura. Entre uma decapitação e outra, a jogabilidade coloca você para esmurrar botões sem dó, fatiando ordas de minotauros e górgonas com combos extremamente satisfatórios, além de resolver quebra-cabeças no meio de templos gigantes e acertar comandos rápidos na tela para finalizar chefões de forma brutal.


No fim das contas, Kratos invade o Olimpo, desce a porrada no próprio Deus da Guerra e toma o trono para si, provando que a mitologia grega teria sido bem mais tranquila se o Olimpo tivesse investido em terapia do que em vingança sangrenta.

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