Mortal Kombat: Shaolin Monks
Se você achava que Mortal Kombat era só dois caras trocando soco em uma arena apertada, em setembro de 2005 a Midway surtou de vez e lançou Mortal Kombat: Shaolin Monks para PlayStation 2 e o Xbox original. A história começa logo após o primeiro torneio, quando a ilha do Shang Tsung começa a desabar porque, aparentemente, a infraestrutura lá nunca foi prioridade. Líu Káng e Kung Lao precisam fugir às pressas e decidem que a melhor ideia de viagem é ir direto para a Exoterra (Outworld). O plano da dupla é simples: achar o Shang Tsung, descer a lenha no imperador Shao Kahn e evitar que a Terra vire um puxadinho do reino das sombras.
O grande diferencial é que o jogo abandona a pancadaria tradicional e vira um beat 'em up em 3D maravilhosamente caótico. A jogabilidade é um festival de absurdos: você distribui voadoras sem parar, usa os espinhos do teto como decoração de parede com os inimigos, transforma o chapéu do Kung Lao em uma serra elétrica voadora e manda os Fatalities mais exagerados da franquia no meio do combate, sem ter que esperar ninguém pedir por misericórdia. O melhor de tudo? Você pode chamar um amigo para jogar no modo cooperativo local, dividindo o mesmo sofá para ver quem mata mais demônios e quem consegue perder a amizade primeiro.
No meio desse passeio nada pacífico, a história ainda te força a encarar figurões como Sub-Zero, Scorpion, Baraka e Mileena, afinal de contas, de graça nem relógio trabalha e ninja nenhum ia te deixar passar sem tomar uma surra antes. Shaolin Monks é puro suco de nostalgia dos anos 2000 e a prova viva de que, no universo de Mortal Kombat, conversa fiada nunca resolveu o problema de ninguém!
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